Contribua

Olá,

aqui me chamo Alass Derivas .

se você chegou até aqui é porque de certa forma se interessa pelo meu trabalho. Então, bem-vinda.

Este financiamento contínuo é uma das formas que estou buscando de meu autossustentar com a fotografia, a cobertura de protestos de rua, o jornalismo, a escrita, o vídeo. Uma forma de seguir nesse trabalho de denúncia de violações e de registro de lutas e expressões culturais. Você apoiando este projeto permite que, no mínimo, eu siga fazendo o que fiz nos últimos anos – estou neste corre desde os protestos de 2013. Mas, dependendo da meta atingida, vou poder me profissionalizar e me aprimorar.

Mas o que eu faço e o que pretendo?

Abaixo eu explico tudo direitinho. Chega mais!

Em um ato pelo Fora Temer e contra o descaso da Prefeitura de Porto Alegre com a comunidade, moradores da Vila Dique, da Ocupação Progresso e MTST fecham a Freeway, uma das principais vias de acesso à cidade. 30 de agosto de 2016.

Alass Derivas é uma derivação de “à deriva”. Uma brincadeira usada como uma tentativa mínima de confundir a coleta de metadados e a quem busca na maldade.

Comecei minha atuação na cobertura de protestos registrando os atos de 2013 em Porto Alegre, das ruas até a ocupação da Câmara Municipal da cidade. Desde lá, sigo neste caminho, fazendo registros fotográficos, transmissões ao vivo, vídeos e textos de ações que acontecem pela cidade. Mas não só. Por exemplo, cobri:

– um ano de luta e luto após o rompimento da barragem do Fundão em Mariana (MG);

– Marcha das Mulheres Indígenas, em 2019, em Brasília;

– As queimadas em territórios indígenas na Amazônia;

Formado em Jornalismo pela UFRGS, participei da Revista Bastião ainda na faculdade. Sou amante e participante da lógica da cobertura colaborativa, pela multiplicidade de olhares sobre um mesmo evento e pelo trabalho em equipe. Intenciono a saída das redes sociais, para escapar dos monopólios e criar com outras prioridades. Tenho buscado me especializar no fotodocumentarismo por entender a importância da memória na construção histórica.

Nesta caminhada na produção de registro, atuei na maioria das vezes voluntariamente, colaborando com diversos veículos (Sul21, Nonada – Jornalismo Travessia, Coletivo Catarse, Repórter Popular, Mídia Ninja, Mídia Índia, etc) e movimentos sociais (Frente Quilombola, CIMI, Amigos da Terra Brasil, Movimento Nacional da População de Rua, Movimento dos Atingidos por Barragem, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil).

Quero seguir fazendo isso, contribuindo na criação da narrativa dos de baixo. E também quero servir a uma criação de memória coletiva.

Neste sentido, neste período de quarentena, comecei a criar o site DERIVA JORNALISMO.

Deriva Jornalismo é um site que surge, agora no segundo semestre de 2020, como um importante passo no caminho da minha profissionalização como jornalista e fotógrafo. A plataforma reúne 6 anos de trabalho em fotografia, vídeos e textos – registros de lutas, protestos, ações.


Deriva Jornalismo é:

  • arquivo de pesquisa;
  • contribuição na memória de lutas recentes;
  • espaço de construção de narrativa dos de baixo;
  • plataforma de produção de conteúdo alternativa ao monopólio das redes sociais e dos veículos de comunicação hegemônicos.

Deriva Jornalismo permite que eu reúna grande parte do que eu já produzi até aqui e o que eu vier produzir a partir de agora, construindo uma linha narrativa que busque contribuir com a memória da luta dos de baixo. Vou escrever e fotografar com a consciência mais perene, mais de longo prazo, tentando me descontaminar do imediatismo das redes sociais.

Registro da Subida da Borges, ato de protesto contra os cortes de verba na Cultura que ameaçavam o Carnaval de Porto Alegre. 20 de janeiro de 2017

O site é uma das expressões desses novos passos.

O desenvolvimento deste espaço, é importante ressaltar, foi possível pela contribuição, através da compra de fotos, que várias pessoas fizeram neste ano de 2020. Por isso, apoiar diretamente iniciativas autônomas faz muita diferença na possibilidade de novos caminhos.

Com sua contribuição neste financiamento, vou conseguir alimentá-lo com frequência e com mais qualidade – com mais tempo e energia para apurar, entrevistar, escrever, editar.

E o mais importante: vou conseguir estar, com meu corpo, na rua e nos territórios registrando e contribuindo com o que for no fortalecimento destes espaços.

Ao financiar este projeto, o que pode acontecer a partir de 5 reais por mês, você permite que eu siga fazendo este trabalho.

Dependendo da meta atingida, é possível:

– dedicar mais tempo a este fazer, talvez até com exclusividade, o que é um sonho. Com a viabilização financeira, não precisarei fazer bicos, como, por exemplo, trabalhar nas feiras ou com entregas de bicicleta.

– aprimorar o trabalho, por poder escutar mais as pessoas, fazendo entrevistas ou pesquisando, escrevendo com mais profundidade. E também por poder estudar a técnica fotográfica, de edição de vídeos, sistemas de arquivamento, etc. E por poder estudar e abordar com seriedade os temas que me são caros, como branquitude, genocídio, resistências antissistêmicas, combate a violações, experiências de organização.

– abrir o leque de atuação, propondo oficinas de comunicação nos territórios, pensando a produção de fanzines, livretos, série de fotos e de vídeos, etc.

– renovar meus equipamentos, que já estão no limite da obsolescência programada ou desgastados pelo uso (utilizo o mesmo equipamento – câmera, computador, bicicleta – desde que comecei a fotografar, em 2014).

– remunerar com dignidade os profissionais que eventualmente contribuem com meu trabalho, como designers, programadores, advogados, editores de vídeo.

Nasce a ocupação Povo Sem Medo na Zona Norte de Porto Alegre. Registro da primeira assembleia neste território. 09 de setembro de 2017.

Como já disse, a partir de 5 reais é possível colaborar. Veja abaixo. E ainda podendo receber recompensas exclusivas para quem é assinante, como uma série de postais que será feita especialmente para as colaboradoras deste financiamento contínuo (para colecionar, hein).

Contribuições e recompensas :

– 5 reais

– 15 reais – se quiser, recebe um agradecimento público no Deriva Jornalismo

– 25 reais – além do agradecimento, a cada seis meses de contribuição, recebe um ímã 10cm x 15cm.

– 50 reais – além do agradecimento, a cada seis meses de contribuição, recebe uma foto 20cm x 30cm.

– 100 reais – além do agradecimento, a cada seis meses de contribuição, recebe uma série de postais (4 fotos 10cm x 15cm) exclusiva.

– 200 reais – além do agradecimento, a cada seis meses de contribuição, recebe uma foto 20cm x 30cm e uma série de postais (4 fotos 10cm x 15cm) exclusiva.

Metas e planejamento :

– R$1500

Contas e Manutenção

Com esta quantia pago minhas contas (internet, servidor, domínio do site, pacote de dados) para seguir fazendo o que faço, na frequência que faço: cobrir, voluntariamente, protestos e ações que sou chamado ou que vejo a divulgação e decido apoiar. Este valor garante também a manutenção mínima dos meus equipamentos (câmera, computador, bicicleta).

– R$3500

Dedicação exclusiva

Com 3 mil e quinhentos reais por mês, consigo me dedicar exclusivamente ao jornalismo e à fotografia e a tudo que cerca esse fazer. Atingir esta meta permite que eu não necessite fazer bicos (como trabalhar em feiras ou com entregas, por exemplo) e faz com que eu tenha mais tempo para estudar, escrever e estar presente em mais frentes de luta, registrando, documentando e servindo às demandas que se apresentam. Permite que eu avance na minha profissionalização, nessa busca de contribuir na construção de memória.

Com este valor atingido, planejo fazer 2 saídas fotográficas e 5 publicações no Deriva Jornalismo por semana.

Meta: R$10000

Renovação dos equipamentos

Possuo o mesmo equipamento desde que comecei a trabalhar com fotografia, em 2014. Computador, câmera e bicicleta (que é meu meio de transporte). Todos já estão apresentando defeitos, devido à obsolescência e também ao uso frequente. Câmera travando, notebook com a tela estragada, bicicleta necessitando de manutenção constante.

Seria fundamental para o meu trabalho a renovação dos equipamentos, o que permitiria eu dar um grande salto em qualidade técnica na fotografia e na produção de conteúdo em geral. No caso da bicicleta, aumentaria também minha segurança nas ruas.

Com este valor, então, poderia, além de aumentar minha segurança e minha qualidade técnica, voltar a editar vídeos (como este AQUI).

Meta: R$12000

Pagamento de profissionais apoiadores

Em 2017, fui detido por filmar a ação da polícia em um protesto contra a censura da exposição QueerMuseu. A advogada que atuou por mim o fez voluntariamente. Assim como quem ajudou a programar o site Deriva Jornalismo.

Com esta grana, além da renovação dos equipamentos e da dedicação exclusiva, eu conseguiria remunerar com dignidade os e as profissionais que contribuem eventualmente com meu trabalho, como programadores, designers, advogados. Contribuindo assim com o fortalecimento da nossa rede e com que o dinheiro circule entre os que se apoiam.

Também será possível propor uma oficina de comunicação a cada 2 meses em territórios de luta.

Da cinza irrompe, até que o próximo fogo chegue ou o gado pisoteie. Mas irrompe e irromperá! Registro na Terra Indígena Val Paraíso, Boca do Acre, Amazonas, logo após o que ficou conhecido como dia do fogo. 06 de setembro de 2019

Os sonhos estão aí, jogados para o universo, que também é você. Agradeço muito a leitura até aqui e o interesse.

O meu trabalho não acaba em mim! É intenção cada vez mais que eu esteja a serviço de quem luta por autonomia e pela vida.

Contribua agora mesmo e vamos costurando junto esta rede!

Muito obrigado!